Não era amor, era trabalho não remunerado

a necessidade de alteração no regime de separação de bens como ferramenta de reparação histórica para as mulheres

Autores

  • Fernanda Andrade Almeida
  • Lúcia Souza d’Aquino

DOI:

https://doi.org/10.9732/2025.V130.2.1347

Resumo

Entre os papéis desempenhados pela mulher na sociedade, o mais característico e mais esperado é o de cuidadora, fruto de uma sociedade patriarcal fundada sobre o trabalho de cuidado não remunerado travestido de amor. O casamento pode ser uma forma de constituir família ou de perpetuar desigualdades, especialmente patrimoniais. Nesse sentido, o presente texto busca discutir o regime de separação de bens e seu potencial de causar desigualdades, bem como o regramento trazido pelo anteprojeto de atualização do Código Civil de 2002, sob a ótica do trabalho de cuidado não remunerado. A discussão adota metodologia de vertente jurídico-social, teórica, que mescla pesquisa jurídico-descritiva, jurídico-compreensiva e jurídico-projetiva. Ao final, percebe-se que a atualização proposta é medida importante de redução de desigualdades, ao dar visibilidade e valor econômico ao cuidado praticado em sua maioria por mulheres, e em regra de forma gratuita, disfarçado de amor.

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Publicado

2025-12-29

Como Citar

Andrade Almeida, F., & Souza d’Aquino, L. (2025). Não era amor, era trabalho não remunerado: a necessidade de alteração no regime de separação de bens como ferramenta de reparação histórica para as mulheres. Revista Brasileira De Estudos Políticos, 130(2). https://doi.org/10.9732/2025.V130.2.1347